sábado, 13 de fevereiro de 2016

Que bom que eu vou te ver semana que vem. Beijo!

Era uma vez uma menininha tão pequena que ainda confundia pés e mãos na hora de segurar os seus livros. Ficava lá, lendo, blá ba bá prrr aaahhhhhh, e usando os pezinhos assim que nem mesmo um macaquinho. E abria uma página, outra, e lia bem alto o ba ba prr aaaahhhh dela.

Era uma vez a mesma menininha, que era tão pequena que estava ainda aprendendo a desenhar no papel com giz de cera. E aí, pra fazer um riscado, segurava o giz e balançava o corpo todo, inclusive o giz na mão, contra o papel, que é o que no final das contas vai dar o resultado que ela quer. Mas o balanço dela ela ainda começa pelo quadril mesmo. E o risco ainda está fraquinho, um risquinho de nada, às vezes, mas é assim que se aprende, fazendo.

Era uma vez uma menininha tão pequena que tinha acabado de aprender a colocar uma fralda na frente do rosto para se esconder do pai. Não via o pai, acreditava que ele não estava vendo ela. Que nem todas as crianças, nesta fase, mas com muita graça e esperteza.

Era uma vez uma menininha de sorriso lindo, alegre até nos olhos e de cabelo ruivo.

Alice, estou com saudades de você. Que bom que eu vou te ver semana que vem. Beijo!

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