sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

É isso, por hoje. Manias.

Tinha mania de arrumação. Desde pequena, bastava saber que ia receber visita, que arrumava, arrumava, limpava, organizava e aí recebia a visita toda feliz. E depois que a visita ia embora, arrumava, arrumava, limpava, lavava, guardava, e aí ia dormir toda feliz. O pai dizia que tinha dia que ela acordava com o arrumador aberto. Quando descobriu os sprays de cheiro bom, usava tanto que quase matava todo mundo em casa de enjôo.

E assim seguiu na vida. Juntava coisas por categorias. E o que não entrava em categoria alguma, ia para a caixinha das "sem categoria". Um dia, juntava duas ou três coisas parecidas por algum critério e pronto, saíam da caixa geral para uma caixa própria.

Era assim e é assim a vida dela. Arrumadeira por excelência e destino.

Mas havia uma pessoa na família que era um pouco mais organizada ainda. Essa tinha, por exemplo, mania de guardar tampa de caneta Bic. Vai que um dia ela acha uma caneta sem tampa, o problema já estava resolvido por antecipação. E um dia ela foi com a mãe na casa dessa tia mais doidinha que ela. A mãe usou o telefone e a depois disso viu que a tia começou a ficar desconfortável na poltrona onde até então estava sentada tomando um chazinho. Até que, na primeira oportunidade, a tia levantou-se, foi até o aparelho de telefone recentemente usado e deu uma viradinha nele de uns 15 graus. Aí sim, respirou e pode conversar novamente. Tia querida essa. E um pouquinho biruta.

É isso, por hoje. Manias.

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