- Ah, desculpe a demora, mas Ana estava um pouco emburrada porque queria vir passear também. Inês acabou por convencê-la de que era melhor ser sua ajudante na cozinha, vão preparar uns biscoitos., disse Ana, sorrindo.
- Sem problema, fiquei aqui observando os pássaros. Toda manhã eles vem comer o que colocamos para eles e oferecem um bonito espetáculo. Vamos então, ao passeio e às laranjas?
Clara pensava como era estranho estar se relacionando tão bem com o tio que mal conhecia. Como era simpático! Ela havia imaginado que um homem recluso, amante da solidão, seria um tipo rancoroso, ou pelo menos antipático. Mas Gustavo a surpreendia com sua jovialidade e disposição para desfrutar de sua companhia.
- Ah, como eu gosto de manhãs de sol depois de noites de chuva! Tudo está tão bonito e fresco e limpo! Não acha Clara, que o ar fica mais respirável? Na estação mais seca, há tanta poeira que me sinto cansado e acalorado só de olhar.
- Eu também adoro manhãs assim. Apesar das poças d'água, que não ajudam em nada a minha elegância.
Continuaram andando até o laranjal. Os meninos deviam estar por ali, catando laranjas como ela havia pedido, mas não se via os dois em nenhum lugar. Clara ficou um pouco preocupada, mas resolveu ficar calada.
O laranjal era grande e estavam em boa época, havia muitas frutas já maduras. Gustavo mostrou a ela como o seu avô tinha ensinado a ele, quando era pequeno, a descascar a laranja em uma única tira comprida. Ela ensinou a ele a fazer um único furo na parte superior da laranja, método bastante apreciado, principalmente pelas crianças.
Colheram muitas laranjas, mais do que suficientes para pelo menos 1 quilo de doce.
Voltavam para casa quando ouviram a voz de Jonas chamando repetidas vezes pelo irmão.
- Pedro, Pedro! Sai daí, mamãe não vai gostar! Pedro!
Clara e Gustavo correram para perto de onde estava Jonas, mas embora o menino chamasse pelo irmão, não conseguiam ver Pedro em lugar nenhum.
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Não sei se continua, mas vamos ver.
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