(Hoje eu encontrei com ela, abracei ela, saí com ela, almocei com ela, conversei com ela, encontrei com os amigos dela na rua, tomei café com ela, visitei o trabalho novo dela, e fiquei bem feliz.)
A história de hoje é sobre um homem chamado Mário.
Mário só usava terno bonito, ou branco ou preto. Nos brancos, nenhum fio nem bolinha preta; nos pretos, nem um mínimo pelinho branco.
Mário, ele mesmo, passava os seus ternos. Lavar, ele não lavava, mas quem passava era sempre ele. Para que ficassem bonitos como ele gostava de parecer também.
Mário tinha uma mala verde, feita de papelão bem forte e com estrutura de madeira, toda forrada por dentro com um papel colorido fininho, só para guardar e viajar com os ternos dele.
Mário teve mulher e filho, neta e neto, parentes. Mas o amor da vida dele era ele mesmo, Mário, vestido com seus ternos bonitos.
Mário foi bem feliz.
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