quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

... e vai muito bem, obrigada.

Minha memória de infância mais remota é de um sapo verde que ganhei. Ou talvez seja a de quando eu andava pela sala onde estavam vários adultos, eu falava com todos, mas ninguém me entendia, só a minha mãe. Nesta mesma época eu gostava de couve-flor e para expressar que eu queria comer couve-flor eu respirava forte fazendo barulho, pra dentro e pra fora, bem rápido. E quando eu queria bala eu dizia dabalabalê. E uma vez, quando uma amiga da minha mãe perguntou se eu estava de luto porque minhas unhas estavam pretas de terra, eu disse que sim; ela perguntou: - Quem morreu?, eu disse: - Mamãe. Graças a Deus, mamãe está viva até hoje, e vai muito bem, obrigada.


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