sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

E foi isso que ela fez.

Começou a voltar para casa quando olhou pela janela do escritório e viu o mar. Era bonita a vista. Vacker utsikt, em sueco. Andava estudando sueco, de uns tempos para cá. Mas esse não é o assunto dessa história.

Morar em Niterói e trabalhar no Rio significava estar em um relacionamento sério com o mar.  Duas barcas por dia atravessando a Baía de Guanabara. Não era ruim não, era bom. Era calmo. E demorava o tempo certo para uma revistinha ou uma soneca, até. Se bem que, pensando bem, nunca tinha dormido na barca. Ler sim, ler ela lia. Mais recentemente, jogava no celular. Mas esse ainda não é o assunto dessa história.

Neste dia em particular, quando resolveu sair do trabalho, ainda estava dia claro. Despediu-se de todos e conseguiu pegar um elevador com pouca gente. Uma ou duas breves conversas no trajeto comprido até o térreo. Se aquietou quando chegou na rua, o vento quente lembrando que o dia tinha ainda umas 2 horas e meia de sol. Desceu a São José e conseguiu pegar a primeira barca saindo. Melhor coisa. Respirou e sorriu. Resolveu que ia voltar para casa contemplando a baía. E foi isso que ela fez.


"Guanabara Bay pan". Licenciado sob Copyrighted free use, via Wikimedia Commons
 

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