sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

PÂNICO, SETA, ACONTECIMENTO.

Pois bem, não tenho a menor ideia de assunto para hoje. Vamos ver então o que acontece. Eu posso ficar aqui falando sobre isso, ou eu posso simplesmente jogar aqui as três primeiras palavras que me atravessarem a mente.

AMOR CANALHA SERVIDÃO

Gente, o que é isso? Vamos tentar as próximas palavras que me cruzarem a mente.

PÂNICO SETA ACONTECIMENTO

Bom, vamos dizer que melhorou.

...
Você viajou muito pra estar ali naquele lugar agora. Tão diferente de casa... Em casa é muito quente, é muita luz, todo mundo fala alto, as cores gritam. O sol sobe no meio do céu e no verão parece que você está bem bem perto de uma fogueira enorme, sente aquela vibração do fogo chegando, e pensa: se o sol dá uma daquelas explosões dele mais compridinha, a gente torra. Todo mundo ao mesmo tempo. Mas isso é em casa. Aqui é outra onda. Aqui é tudo calmo. Oito meses vindo aqui toda hora e NUNCA, NUNCA ouvi alguém falar alto. O sol sobe só até a metade da metade do céu. Fica assim sempre recém-nascido, iniciante, tranquilo. Depois desce de novo, tão devagar quanto subiu, tudo leva horas compridas. Aqui o frio é que é o problemático. Exagera. Você tira uma luva por qualquer razão e de repente você se agita pra colocar a luva correndo porque se dá conta de que sua mão tá congelando e fica apavorado dela cair. Então você põe a luva rápido. A noite começa no meio da tarde, tipo às três horas. É assim na maior parte do tempo: cinza escuro, calmo e muito frio.

O ACONTECIMENTO

Saiu do trabalho para a rua e gostou da cara do tempo. A chuva fina combinava bem com as nuvens baixas e a tarde escurecendo. Uma pessoa ou outra longe, uma ou outra às vezes perto, mas ninguém chegou a perturbar seu desejo de ficar sozinho. Mais tarde talvez fosse até o bar, ver gente, uma coisa boa e natural pra quem está com 30 anos. Mas agora queria contemplação. Foi andando na direção do canal, cabeça abaixada pra cortar o frio que vinha do mar. Ventava o cheiro e o gelo do mar. Foi cortando caminho e logo chegou na amurada perto dos ancoradouros. Pronto. Ali era onde ele queria estar. Respirou fundo. Soltou o ar, respirou de novo, algumas vezes. Observou. Pouco movimento na água. Aves buscando peixe, uma ou outra pousada assim que nem ele... sossego.

A SETA

to be continued ...



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