quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Acho que vou enfeitar meu Natal só com sorrisos.

A primeira árvore de Natal de que me lembro são duas: uma da casa da minha avó, outra da casa da minha mãe. A da casa da minha avó era um graveto que a gente pegou juntas no jardim e ela cobriu de algodão antes de espetar num vaso e pendurar umas bolinhas. Fiquei encantada com a neve de algodão dela. A da mamãe, era maior e mais linda, e tinha maravilhosas lâmpadas pisca-pisca de vidro colorido, assim que nem essas:

Eu ficava muito feliz quando a gente arrumava a árvore todo ano. E quando tive a minha própria casa e a minha própria árvore, fui deixando ela crescer de ano para ano, e agora eu tenho uma árvore até meio exagerada. Guardo tudo direitinho no final do Natal e todo ano arrumo de novo. Bem bonita.

Mas no ano passado me aconteceu uma coisa diferente. No meio do ano casei com o Mikael,  finlandês. Moramos aqui no Brasil, mas fomos passar o Natal com a mãe dele, que mora lá. Pois bem. Meu primeiro Natal com neve. Meu primeiro Natal rodeada de pinheiros cobertos de neve de verdade e com gelo que pisca sozinho quando bate a luz do sol. Ou da lua. Vi até um monte de gelinhos voando soltos no ar, tudo brilhando e dançando no céu azul, coisa rara e linda mesmo de se ver.

Então mudei dentro de mim. E não sei se gosto mais da minha árvore de plástico. :(

Eu fico pensando nesse calor que faz aqui e que era melhor eu fazer enfeites com abacaxis. E aí estou vivendo este momento, pensando se sucumbo ao meu desejo de montar minha árvore querida até então, ou se abandono de vez essa ideia. Acho que este ano vou fazer diferente. Acho que vou enfeitar meu Natal só com sorrisos.

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