A véspera de Natal aqui em casa, esse ano, foi na véspera. E a ceia foi de dia e com inspiração escandinava.
Mingau de arroz com canela pra começar. Nem todo mundo gosta, mas alguns adoram (eu, por exemplo). Depois, canapés de queijo brie, damascos, geléias, tomatinhos, queijo cremoso... que "as crianças" montaram juntas, enquanto conversavam, deliciosos e muito bem enfeitados.
Em seguida, acompanhado por vinho branco para a maioria e por suco de abacaxi com hortelã para os abstêmios, o famoso gravlax, salmão só curtido no sal e no açúcar, desde domingo sendo virado de um lado para outro na geladeira, e hoje fatiado fininho e servido com molho especial feito lá na Suécia.
"O gravlax (salmão enterrado) surge na Idade Média como uma forma de conservação do peixe, usada pelos pescadores da Península Escandinava, que salgavam e enterravam o salmão na praia, acima da linha da maré alta, deixando-o fermentar nas areias geladas."
A pièce de résistence foi um pernil com cebolinhas caramelizadas, batatinhas, pimentão colorido, alecrim... perfumado, gostoso e maravilhoso, que eu fiz sozinha e que me deixou bem orgulhosa. Este teve como acompanhamento purê de maçã (äppelmos) e repolho roxo temperado com cravo, porque Natal tem cheiro de cravo e canela, não é mesmo? Vinho tinto para os comuns e suco de uva para os abstêmios.
Rabanadas deliciosas feitas pelas mãos de fada da minha mãe. E todo mundo já estava bem satisfeito quando abriram os presentes. Foi bem legal. Muito papo gostoso, muito abraço, muito beijo. Muito bom.
E agora todo mundo que veio já foi e eu to aqui na minha caminha, escrevendo esse texto pra poder dormir tranquila, o que não vai demorar nadinha.
Hoje eu sou vocês amanhã.

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