Ontem o João Vitor, 16, passou a tarde lá na Moleque e me explicou
tintim por tintim o enredo de um jogo que ele gosta de jogar: Until
Dawn.
Resumo do jogo: duas irmãs gêmeas adolescentes
caem num buraco, uma morre na queda, a outra depois de alguns dias,
presa e esfomeada, resolve comer a morta. Corta a cabeça dela antes. Por
estar em área amaldiçoada, a canibal vira um monstro. E daí pra frente o
jogador passa a história inteira levando susto e decidindo quem é que
ele vai deixar morrer ou viver nas situações do jogo. É um cinema de
terror interativo.
Pois bem, o João já há algum tempo
reproduz as imagens do filme desenhando e produzindo em massinha os
personagens. Eu às vezes devo confessar que fico horrorizada, digo pra
ele e ele fica rindo e me acalmando, numa paz de Buda.
E
João é tão legal que hoje ele levou de presente um bolo de aniversário
pro Nilton, e já tinha levado um pra mim há um mês atrás. Ficamos lá
cantando parabéns e comendo bolo de caramelo todo mundo junto. João é um
doce.
Ontem ele me mostrou um grupo no Facebook de
pessoas que curtem esse jogo. Pedi pra entrar, pra poder ver as
publicações do João, ele não se incomodou, me adicionou e eles me
aceitaram.
Hoje vi um vídeo de uma mocinha que faz
parte do grupo mostrando como faz nela mesma uma maquiagem pra ficar
como a monstra do jogo. Vídeo maneiríssimo.
O que me
chamou a atenção foi que no meio dos comentários de outros jovens como
ela, eu comentei o vídeo, elogiando e perguntando que tipo de tinta ela
tinha usado. Eu quis saber pra poder falar pro Pedro, outro lá da
Moleque que gosta de se maquiar pra fazer os vídeos de herói dele. Na
mesma hora a garota - Julie - me respondeu, muito simpática, dizendo que
tinha sido maquiagem comum que ela tinha achado no armário dela. E
ainda marcou meu nome pra eu não perder a resposta.
Outro doce de pessoa, na minha conclusão. E outra ótima artista.
Essa geração é bacana. E amável. Eu gosto.


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