Eu gosto muito de ver computador misturado com tesoura, papel, outras ferramentas... Mentes criativas gostam muito de variedade. E toda mente é criativa, é uma questão de ambiente e oportunidade, na maioria das vezes. E de liberdade, principalmente.
O legal de pendurar trabalhos lá fora é que as pessoas todas podem ver o que é possível realizar. O Nilton sempre - e meu pai e minha mãe, antes - valorizaram muito a exposição e a circulação de ideias. Eu executo e aprecio. E reconheço o valor.
E hoje eu li um trecho do livro sobre os primeiros dezenove anos da Moleque, o que o Michael escreveu em Inglês e a Juliana Shimada traduziu para Português (já, já vou estar circulando ele), que me fez ver outra coisa muito importante para sustentar um ambiente criativo. Dizia assim:
"No começo do ano o nosso composto estava desequilibrado - com mais substâncias gerando nitrogênio (vegetais, café...), do que carbono (grama e folhas secas) e muito fluido estava sendo gerado (água e amônia, com cheiro característico). Tudo estava encharcado. Conseguimos salvar 40 minhoquinhas e recomeçamos uma nova caixa (mas reutilizamos o húmus produzido pela primeira caixa).
Quem escreveu isso foi o Nilton, Moleque de ideias desde antes, que nem eu e o Luís Eugênio. E aí eu fiquei emocionada com o "minhoquinhas". É isso também que a gente precisa num ambiente que sustente a criatividade: carinho.

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