Jonas chegou cedo, puxou um cigarro, procurou um canto e fumou com certo prazer e um bocado de culpa. E medo. E pose. E esquecimento. Estava frio, difícil até pra segurar o cigarro. Ou luva ou frio, preferia o frio. A luva tirava o tato e podia se queimar.
Um avião cheio de gente e ela lá dentro. Chegando. A reunião ia ser rápida, os irmãos queriam a peça fazia tempo, ele finalmente tinha concordado em ceder, hoje era só entregar, receber e correr pro aeroporto para pegar o vôo de volta. Eles bem que podiam já ter chegado...
Depois do cigarro, uma bala de menta, mãos nos bolsos, uma caminhada à toa pra esquentar e viu o carro chegando. Os dois irmãos saltaram e acenaram para Jonas. Pediram que se aproximasse e ele foi falar com o mais velho primeiro. Sorriu meio sem gosto e apertou sua mão efusivamente. Um tapinha nas costas e já se virava para andar até o outro quando ouviu o tiro.
Marta respirou aliviada quando o avião começou a parquear. Começou a juntar suas coisas e arrumar o lixo todo num saco só. Ainda estava vendo um trecho de série quando o telefone tocou.
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