Perdera o equilíbrio há muito tempo atrás. Dez, quinze minutos? O atraso do trem abria um espaço que não sabia como preencher. A barra do casaco vermelho deixava entrever o brilho das botas pretas. Gostava disso.
Estava pensando muitas coisas diferentes, algumas se chocavam e disparavam a angústia da decisão e a culpa pela queda. O medo retrai, então a cura só podia vir de se entregar a respirar e relaxar e aceitar a confusão mental.
O trem chegou. Ela embarcou.
Carregou as malas e colocou num lugar seguro, para não ter surpresas durante a viagem. O lugar ao lado dela estava vazio, sentou na janela e olhou para fora. Entardecia e a estação não tinha nada de especial.
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